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Analista acredita que preços do café tendem a cair ao longo de 2022

Analista acredita que preços do café tendem a cair ao longo de 2022


As informações são do Canal Rural e Notícias Agrícolas.

O analista da Safras & Mercado, Gil Barabach, destaca que os preços do café tendem a diminuir no restante do ano. Após um período bem positivo para os preços, o mercado está antecipando uma correção e se afastando das máximas. 

O especialista aponta dois pontos que comandam essa correção: o ajuste na carteira dos fundos, acelerado pelo conflito na Ucrânia, e a perspectiva com a entrada da safra brasileira.

Os preços do café subiram mais de 60% nos últimos 12 meses em Nova York, se consolidando em segundo lugar no ranking de valorização de commodities no período, perdendo apenas para o petróleo.

“A quebra na safra brasileira, devido aos problemas de falta de chuvas e estiagem, que também prejudicaram o potencial produtivo da safra 22, e fatores financeiros e logísticos determinaram essa elevação”, explica Barabach.

O analista apontou ainda alguns pontos que poderão diminuir o ritmo da correção nos preços do café em Nova York e no Brasil, destacando o déficit na relação de oferta e demanda global, a perda no potencial produtivo no Brasil, o mercado de clima durante a colheita no país e a volatilidade no cenário financeiro.

A estimativa da Safras & Mercado é que a produção brasileira de café em 2022 fique em 61,1 milhões de sacas. Em 2021, o país colheu 59,65 milhões e no ano anterior 67,95 milhões de sacas.

Na manhã desta quarta-feira (30), o mercado futuro do café arábica abriu o pregão com desvalorização para os principais contratos na Bolsa de Nova York (ICE Future US). Os fundamentos básicos para o mercado de café continuam sólidos, mas fatores externos, como a guerra e a nova onda de Covid-19 na China, podem voltar a movimentar os preços no mercado externo. No Brasil, o cenário continua sendo de mercado travado, com os produtores aguardando novos patamares de preços e início da colheita.

"Os fundos diminuíram bastante suas posições em contratos de café, migrando para outros ativos, enquanto monitoram as expectativas para as safras brasileiras de café 2022 e 2023", destaca a última análise do Escritório Carvalhaes. 

Por volta das 08h29 (horário de Brasília), maio/2022 tinha queda de 55 pontos, negociado por 215,15 cents/lbp; julho/2022 tinha baixa de 80 pontos, cotado por 215 cents/lbp; setembro/2022 tinha desvalorização de 60 pontos, valendo 214,70 cents/lbp; e dezembro/2022 tinha baixa de 80 pontos, cotado por 213 cents/lbp.

Na Bolsa de Londres, o canéfora (conilon) abriu mantendo o cenário de estabilidade para os preços. Maio/2022 tinha queda de US$ 1 por tonelada, valendo US$ 2124; julho/2022 registrava queda de US$ 3 por tonelada, cotado por US$ 2112; setembro/22 tinha baixa de US$ 8 por tonelada, valendo US$ 2095; e novembro/2022 tinha alta de US$ 3 por tonelada, negociado por US$ 2097. 

No mercado interno, o tipo 6 bebida dura bica corrida teve alta de 3,20% em Poços de Caldas (MG), negociado por R$ 1.290; Guaxupé (MG) manteve a estabilidade por R$ 1.210; Patrocínio (MG) manteve por R$ 1.230; Araguarí (MG) manteve por R$ 1.200; Campos Gerais (MG) manteve por R$ 1.222; e Franca (SP) manteve por R$ 1.230.

O tipo cereja descascado teve alta de 2,99% em Poços de Caldas (MG), negociado por R$ 1.380. Guaxupé (MG) manteve por R$ 1.280, Patrocínio (MG) manteve por R$ 1.290, Varginha (MG) manteve por R$ 1.280 e Campos Gerais (MG) por R$ 1.282. 

*CafePoint

 

 

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