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Sala de recuperação pós-anestésica exclusiva para o pós-parto no HC-UFTM em Uberaba

Sala de recuperação pós-anestésica exclusiva para o pós-parto no HC-UFTM em Uberaba

Data de Publicação: 6 de setembro de 2021 08:27:00
Espaço deve possibilitar que a mãe e o bebê fiquem juntos desde os primeiros minutos após o nascimento. Pacientes podem contar com assistência multiprofissional prestada por pediatra, obstetra, anestesista e equipe de enfermagem

Mulheres que derem à luz no Hospital de Clínicas da Universidade Federal Triângulo Mineiro (HC-UFTM) agora podem contar uma sala de Recuperação Pós-Anestésica (RPA) exclusiva para o pós-parto, que entrou em funcionamento na quarta-feira (1º). O objetivo do novo espaço, que fica ao lado do Bloco Cirúrgico, é possibilitar que a mãe e o bebê estejam juntos desde os primeiros minutos após o nascimento. 

Segundo o HC-UFTM, a sala tem assistência multiprofissional prestada por pediatra, obstetra, anestesista – nos casos em que houver cesariana – e equipe de enfermagem. São 3 leitos e 3 berços, em uma área de 29 m². 

O chefe da Unidade Materno Infantil do HC, Caetano Galvão Petrini, explicou que essa estrutura é suficiente para absorver com segurança a demanda de partos que a instituição realiza. 

Ainda segundo Petrini, o fluxo de atendimento dessas pacientes inclui avaliações a cada 30 minutos por parte do obstetra, nas 2 primeiras horas após o parto. 

“Essa frequência visa a prevenir eventos adversos relacionados a sangramentos, que constituem a segunda principal causa de morte materna no Brasil. Do ponto de vista do ensino, por sua vez, a participação do aluno de graduação ou do residente nesse cuidado pós-parto é essencial para a formação desses profissionais”, acrescentou.

Para a ginecologista e gerente de Atenção à Saúde do HC-UFTM, Andreia Duarte de Resende, a RPA obstétrica é um avanço importante em termos de humanização, pois aumenta a segurança e conforto da puérpera e do recém-nascido. 

Ela explicou que as mulheres que passarem por cesariana ficarão em observação nesta sala em torno de 2 horas; no caso de parto normal, 1 hora. 

"Esse período é precioso para fortalecer o vínculo entre mãe e filho, o contato pele a pele, bem como para o estímulo da amamentação”, avaliou.

Antes da criação da RPA obstétrica, a observação da puérpera era feita na RPA geral, enquanto o bebê seguia para a ala de Ginecologia e Obstetrícia. 

“Evitar essa separação é valorizar a chamada hora de ouro, que são os primeiros 60 minutos de vida do neonato. Esse é o momento em que ele está mais ativo, depois fica sonolento. É a ocasião ideal para iniciar o aleitamento e prevenir a hipotermia por meio do contato com o corpo da mãe”, complementa a enfermeira Jacqueline Faria. 

Com a criação da RPA obstétrica, o HC-UFTM informou que se alinha, ainda, a uma diretriz estabelecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), pois essa estruturação é uma das etapas para implantação do chamado check list do parto seguro, estimulado internacionalmente como medida preventiva contra a morte materna e infantil durante o nascimento.

 

(*) Com informações G1


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