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Colapso na saúde: cidades mineiras vivem risco e temor de falta de oxigênio

Colapso na saúde: cidades mineiras vivem risco e temor de falta de oxigênio


Diversos municípios de Minas registram nesta quarta-feira (17) risco de falta de oxigênio em hospitais que atendem pacientes com Covid-19

O insumo é essencial para o tratamento de casos mais graves, onde a oxigenação do corpo cai drasticamente. Nessa terça (16), o Estado pediu ajuda ao Ministério da Saúde para que não falte oxigênio em Minas.

O medo dos gestores municipais é que as cidades vivam experiência semelhante ao que ocorreu em Manaus (AM), onde o colapso do sistema levou à falta de oxigênio e forçou parentes de pacientes a comprarem cilindros superfaturados às pressas para tentar salvar a vida dos internos.

Barão de Cocais

Em Barão de Cocais, na região Central do Estado, a prefeitura enviou um caminhão até Ipatinga, no Vale do Aço, nessa terça, e adquiriu 42 cilindros para abastecerem o Hospital Municipal Waldemar das Dores, único centro médico do município.

A prefeitura informou que não consegue prever quanto tempo durará o novo estoque, já que isso dependerá da gravidade dos quadros. Segundo o Executivo, o hospital conta com 20 leitos, sendo apenas dois de terapia intensiva. Ambos estão em uso.

Na cidade, os casos mais graves são enviados para Itabira, também na área Central. A situação é crítica na região. Em Itabira, segundo o painel de monitoramento da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), a ocupação de leitos de UTI Covid-19 está em 96,15% nesta quarta.

Santa Bárbara

Em Santa Bárbara, vizinha a Barão, o hospital filantrópico Santa Casa Nossa Senhora das Mercês usou as redes sociais nesta quarta para pedir à população que leve cilindros de oxigênio até a instituição. A unidade divulgou um número de telefone a quem puder ajudar: (31) 3832-1789.

Norte de Minas

No Norte de Minas, os hospitais de Bocaiúva, Brasília de Minas, Coração de Jesus, Espinosa, Jaíba, Janaúba, Januária, Montes Claros, Pirapora, Salinas, Taiobeiras, Varzelândia e Manga registram escassez do insumo e risco de desabastecimetno, conforme a Associação Mineira da Área Mineira da Sudene (AMAMS).

A entidade informou que protocolou um pedido de socorro financeiro junto ao governo de Minas e ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) para essas cidades, de forma a garantir a continuidade do atendimento nas localidades citadas, com garantia de oxigênio para a região.

"Estamos em alerta máximo com esta crise de abastecimento de oxigênio que afeta os hospitais da região. Infelizmente, Manga já sente a falta de oxigênio, o fornecedor do produto já não nos atende com a carga semanal que precisamos para atender os pacientes do nosso hospital, a Fundação Hospitalar de Amparo ao Homem do Campo", informou o prefeito de Manga, Anastácio Guedes (PT).

Segundo ele, a situação é crítica porque Manga também atende pacientes vindos de São João das Missões, Miravânia, Juvenília, Montalvânia, Matias Cardoso e de parte da Bahia. O presidente da AMAMS, José Nilson Bispo de Sá, afirmou que vai cobrar do Estado o suprimento dos hospitais com reposição imediata do oxigênio para atender toda população.

"Estamos diante de uma situação muito grave; é inadmissível pessoas perderem suas vidas pela falta deste produto tão essencial neste momento de pandemia. Todos os prefeitos empregam grande esforço em busca de soluções e medidas que possam evitar o aumento de casos de covid-19 e mortes no Norte de Minas, mas agora clamamos ajuda para que o caos pela falta de oxigênio seja evitado", declarou.

Estado pediu ajuda federal

Nessa terça-feira (16), o governo de Minas informou que pediu ajuda ao Ministério da Saúde para que não falte oxigênio no Estado. O secretário de Saúde, Fábio Baccheretti, afirmou que não há crise de abastecimento, e sim uma preocupação para que não falte o insumo, uma vez que o aumento do número de internações representa um consumo maior do produto.

Segundo Baccheretti, as empresas fornecedoras de oxigênio estão fazendo uma reestruturação logística para atender a alta demanda e Minas tem se antecipado e adquirido insumos necessários para o atendimento hospitalar, como o kit de intubação e anestésico, mesmo que a aquisição desses insumos, segundo o governo, seja de responsabilidade das unidades hospitalares.

 

(*) Com informações JH


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