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Começando a construir a Ponte e terminando construindo um MURO.

Pensei em vários títulos para esse comentário que poderia ser: “construindo pontes e não abismos”, “O pontilhão da discórdia!” “ A passagem sobre o rio de merdas”, mas nenhum caiu bem como o acima.

Disse Isaac Newton: " Construímos muitos muros e poucas pontes!" Esta é uma afirmação atemporal pela verdade que até hoje é valida. E muros há por toda parte, em nossas casas, no ambiente de trabalho, nos partidos políticos, nas religiões, nas fronteiras armadas dos países e, o pior deles, pois que de material por vezes indestrutível: os muros invisíveis que construímos ao redor de nós mesmos.

Como de costume passando pela avenida sanitária para chegar ao meu serviço – passo muito por ali sem observar as particularidades – Um transito um pouco caótico mas nada que se comparar com São Paulo, Rio de Janeiro, Uberlândia ou mesmo Patos de Minas, o transito ali é comparado com uma corrutela que tem dois compadre adversário que quer passar um na frente do outro sem respeitar a preferencia, o problema ali não é o volume da transito, mas sim a ignorância (mas que por hora deixo esse tema de lado).

Fiquei curioso com cálculos de engenharia e pela magnitude e repercussão da obra lembrei de minhas aulas de calculo integral e diferencial da faculdade, bah! para mim que sempre gostei de calculo e era uma de minhas predileções fazer o teste Matemático depois de uma bebedeira na balada tentar mesmo alcoolizado fazer cálculos de derivadas de logaritmo neperiano de xis elevado a n.


Fui ate a rua Presidente Vargas fazer a verificação in loco com uma bússola de mão para verificar o azimute magnético* ( heheheeh), Mas por hora querendo-se determinar o azimute magnético de um alvo usando uma bússola há que, primeiro, alinhar a fenda de pontaria com a linha de pontaria e com o alvo. Depois deste alinhamento, espreita-se pela ocular para o mostrador e lê-se a medida junto ao ponto de referência. Mas que vejo Bingo!


Pensei vou dar só uma olhadinha nessa obra do pontilhão, mas o que me chamou atenção não foi a obra em si mas o entorno, será que os engenheiros pensaram que a ponte que estão construindo uma esquina para cima dá em um gargalo, isto é, vai afunilar o transito uma esquina para cima, gente que coisa errada! A rua certa de fazer esse pontilhão é uma quadra para baixo na avenida que dá o acesso direto aos bairros em questão, mas vai explicar isso agora para os moradores e aos “Donos” dessa verba Publica, nussa! Vai dar ate briga.


Respondendo a matéria do jornal mais um sob o titulo “Universo paralelo 'Obra' de Pontilhão completa 1 mês dia 23 “ gostaria de provar matematicamente que é verdade.


Bem! se é um mundo paralelo o planeta deve ser outro, então vamos calcular a trajetória desse “planeta paralelo” vamos usar coordenadas polares, centradas numa das massas. Nesse tipo de conta, o normal é usar um sistema de versores r e θ que giram junto com o planeta, mas o calculo me deixou vícios difíceis de largar, então eu vou usar exponenciais complexas. A posição do planeta é a seguinte:


P = rej0


Derivando chegaremos a seguinte conclusão, que temos duas soluções. A primeira é sem graça, 1/r=0 se as duas massas estiverem infinitamente distantes, aí naturalmente a força transversal é zero. O segundo caso é mais legal, mas se a derivada é zero, então a integral é uma constante. Se você lembrar que r2θ é o dobro da área de um setor circular, então o que essa fórmula diz é que a taxa de variação da área de um setor é constante, ou seja, para um dado intervalo de tempo, ele percorre sempre a mesma área. Ora, essa é a segunda lei de Kepler! Pelo que concluímos, ela funciona pra qualquer força central, não só para gravidade, como no caso em questão.


Ou seja, a órbita agora é uma espiral.


O que realmente acontece se o universo é paralelo o resultado é uma espiral! Resumindo não temos pontos em comum é o que acontece com a politica pobre ou podre daqui (podemos trocar o “B” pelo “D” sem prejuízo para o bom entendimento), gente medíocre, falsos coronéis e doutores com diploma comprado.


Talvez o improvável seja a existência de formas de vida superior noutros planetas ou mundos paralelos como aqui. Ou talvez elas evoluam sem problemas, mas meu medo é que por aqui ainda tentam derrubar a lei da gravidade, ai fica sem validade isso que afirmei. que a orbita de um mundo paralelo é uma espiral, podemos esperar de tudo.


Mas termino com essa historinha... para uma reflexão...


AS PONTES DA UNIÃO


Dois irmãos que moravam em fazendas vizinhas, separadas apenas por um riacho, entraram em conflito. Foi a primeira grande desavença em toda uma vida de trabalho lado a lado. Mas agora tudo havia mudado. O que começou com um pequeno mal entendido, finalmente explodiu numa troca de palavras ríspidas, seguidas por semanas de total silêncio. Numa manhã, o irmão mais velho ouviu baterem à sua porta.

-Estou procurando trabalho, disse ele. Talvez você tenha algum serviço para mim.

-Sim, disse o fazendeiro. Claro! Vê aquela fazenda alí, além do riacho? É do meu vizinho. Na realidade, do meu irmão mais novo. Nós brigamos e não posso mais suportá-lo. Vê aquela pilha de madeira ali no celeiro? Pois use para construir uma cerca bem alta.

-Acho que entendo a situação, disse o carpinteiro. Mostre-me onde estão a pá e os pregos.

O irmão mais velho entregou o material e foi para a cidade. O homem ficou ali cortando, medindo, trabalhando o dia inteiro. Quando o fazendeiro chegou, não acreditou no que viu: em vez de cerca, uma ponte foi construída ali, ligando as duas margens do riacho. Era um belo trabalho, mas o fazendeiro ficou enfurecido e falou:

-Você foi atrevido construindo essa ponte depois de tudo que lhe contei.

Mas as surpresas não pararam aí. Ao olhar novamente para a ponte viu o seu irmão se aproximando de braços abertos. Por um instante permaneceu imóvel do seu lado do rio. O irmão mais novo então falou:

-Você realmente foi muito amigo construindo esta ponte depois do que eu lhe disse. De repente, num só impulso, o irmão mais velho correu na direção do outro e abraçaram-se, chorando no meio da ponte. O carpinteiro que fez o trabalho partiu com sua caixa de ferramentas.

-Espere, fique conosco! Tenho outros trabalhos para você.

E o carpinteiro respondeu:

-Eu adoraria, mas tenho outras pontes a construir…

(Charles Kattering)


Já pensou como as coisas seriam mais fáceis se parássemos de construir cercas e muros e passássemos a construir pontes com nossos familiares, amigos, colegas do trabalho e principalmente nossos inimigos?…

 

Aurivam de Freitas Borges

É Professor de Matemática, Química (Pós-Graduação), Ciências da Natureza e Filosofa, Atualmente Cursa: Administração Publica UFU/UAB – FAGEN ( Faculdade de Administração Gestão e Negócios. (Pós-Graduação em Controladoria Fiscal).


Para saber:

Azimute é uma medida de abertura angular cujo valor em graus perfaz horizontalmente um circulo que vai do norte geográfico até a intersecção do brilho de uma estrela, refletido na superfície mar, com o horizonte marítimo. Originalmente, representa uma direção definida em função de sua separação angular a um ponto de origem, o Norte astronômico.

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